A melhor tese de mestrado em Arqueologia é de Clara Lemos, que já exerceu Arquitetura na Câmara Municipal de Famalicão e hoje tem funções semelhantes da Câmara de Barcelos, a sua terra natal.
O mestrado foi tirado na Universidade do Minho, com dissertação sobre “Arqueologia Agrária no Extremo (Arcos de Valdevez): Materialidade e Documentação (séculos XVII e XIX). Um trabalho que mostra as paisagens rurais e culturais desta zona do Alto Minho, numa perspetiva transdisciplinar. Através da materialidade arqueológica no território do Extremo, registos documentais e testemunhos orais da comunidade local, a investigadora procurou compreender os processos de evolução fundiária e arquitetónica, «decorrentes da adaptação às culturas, das partilhas de heranças e da evolução tecnológica, permitindo construir uma leitura diacrónica da paisagem». Clara Lemos admite que a licenciatura em Arquitetura, pela Universidade de Coimbra, e o trabalho nesta área ajudaram a realizar este trabalho.
O Prémio Eduardo da Cunha Serrão, de melhor tese de mestrado em Arqueologia, será entregue no dia 18 de junho, no Museu do Carmo, em Lisboa.
A Universidade do Minho tem-se destacado também na área da Arqueologia, já que é a segunda vez consecutiva que o galardão de melhor tese de mestrado vem de investigadores da UM.