O presidente da Câmara Municipal está «perplexo» com o facto do Município não ter sido, até ao momento, chamado para as reuniões de constituição da futura Unidade Local de Saúde (ULS) que entra em vigor em janeiro do próximo ano.
Recorde-se que as ULS vão promover a gestão integrada de cuidados de saúde primários e hospitalares agregando, numa só instituição, hospitais e centros de saúde de uma área geográfica.
«Acho que o processo está a começar mal», avisa Mário Passos. «A Câmara Municipal não foi ouvida nem pela tutela (Ministério da Saúde), nem pelo diretor-executivo do SNS». O autarca recorda que a partir de janeiro a Câmara Municipal de Famalicão vai assumir competências na área dos cuidados de saúde primários, ficando responsável pela gestão dos edifícios, entre outras responsabilidades. Por isso, «e até pelo que o Município tem investido no hospital de Famalicão», Mário Passos sente que a autarquia já devia estar inserida na criação da ULS. Nomeadamente, quem vai gerir, que equipa estará envolvida, sobre o apetrechamento de meios, etc.
«Está tudo a ser resolvido nas costas da Câmara de Famalicão», desabafa o edil que já solicitou uma reunião com os autarcas de Santo Tirso e Trofa, concelhos abrangidos pelo Centro Hospitalar do Médio Ave.
