Em comunicado, a concelhia do PSD de Famalicão reitera o seu compromisso na defesa da manutenção da maternidade do Hospital de Famalicão. «Tudo iremos fazer nas sedes devidas para que a intenção socialista não passe do papel e que o Hospital de Famalicão continue a contar com a sua maternidade», avisa o PSD.
O PSD lamenta que não haja unanimidade quanto à defesa deste serviço hospitalar. A Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão lembra que o PS, incluindo o deputado socialista Eduardo Oliveira, de Famalicão, votou contra a audição do Ministro da Saúde no Parlamento sobre a possibilidade de encerramento de maternidades no país. Um pedido que, recorde-se, tinha sido feito pelo Bloco de esquerda no Parlamento e que foi aceite por todos os partidos com exceção do PS. «Sendo o deputado Eduardo Oliveira conhecedor da excelência da valência que os socialistas querem agora encerrar, estranha-se o seu voto contra em relação à audição do Ministro», sublinha a direção concelhia do PSD.
E, na última sexta-feira, na Assembleia Municipal de Famalicão, CDS, PSD, Chega e CDU apresentaram moções em defesa da maternidade. O PS foi o único partido que não apresentou qualquer voto e chumbou os dos outros partidos, com exceção da proposta da CDU que era mais generalista e referia-se ao Serviço Nacional de Saúde. O líder da bancada do PS, Jorge Costa, disse que as preocupações dos outros partidos sobre o fecho da maternidade são «alarmistas».
O PSD criticou, na Assembleia Municipal, esta «falta de solidariedade» do PS e, agora, em comunicado, volta à carga. Escreve a Concelhia que, «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o chumbo do requerimento de audição ao Ministro, impedindo-se, por essa via, o escrutínio e o acesso a informação essencial»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é a maternidade de Famalicão ser a única valência do país a ser referenciada pelo coordenador da Comissão para a Reforma das Maternidades para eventual encerramento»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o Ministro da Saúde dizer que a decisão sobre o futuro do bloco de partos de Famalicão será tomada pelo novo diretor executivo do SNS e não pelo próprio Ministro da Saúde – portanto, uma decisão técnica e não política», acusa.
