O projeto vencedor do “Programar em Rede”, promovido pelo município de Famalicão, é uma criação artística comunitária desenvolvida pela estrutura Momento – Artistas Independentes. Trata-se de um espetáculo inspirado nos 50 anos do 25 de Abril, intitulado “50 Cravos”, e será desenvolvido ao longo do próximo ano.
O projeto, que conta com um apoio do município de 10 mil euros, será desenvolvido com a comunidade local. Consta de uma residência artística de investigação para descobrir histórias, relatos, cartas trocadas entre pessoas que viveram este período histórico, com o intuito de criar um texto construído com os cidadãos famalicenses, de forma a fabricar, também, uma memória destas pessoas na própria dramaturgia.
«Este espetáculo não será um espetáculo-documentário do que se passou, mas sim um espetáculo para olharmos para o futuro e para pensarmos onde queremos estar daqui a 50 anos», está escrito na sinopse do projeto.
Após a construção do enredo desta performance documental, haverá ensaios abertos à comunidade e a apresentação pública acontecerá no território da Comissão Social Interfreguesias (CSIF) de Fradelos, Ribeirão e Vilarinho das Cambas.
A apresentação e votação dos projetos candidatos ao apoio do “Programar em Rede 2023/2024” aconteceu na reunião do Conselho Municipal da Cultura, que se realizou no dia 27 de novembro, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, com a presença dos parceiros culturais que integram este órgão.
Esta edição do Programar em Rede contou com candidaturas da Associação de Moradores das Lameiras (AML) com o projeto “Mostr’ARTE – Inclusão Social Pela Arte”, que recebeu cinco votos dos membros do Conselho Municipal da Cultura, e do Agrupamento de Escolas de Ribeirão com “Costur’Arte”, que recebeu dois votos. A proposta vencedora, “50 Cravos”, conquistou um total de 10 votos.
Recorde-se que o “Programar em Rede” foi lançado pela autarquia famalicense em 2016 através do Conselho Municipal de Cultura e tem como objetivo envolver vários agentes culturais do concelho na concretização de um evento que se diferencie pela inovação e criatividade, pela capacidade de articulação de meios, pela mobilização e atração de público e pela descentralização da atividade cultural.
