O Tribunal de Guimarães condenou, esta sexta-feira, o padre e três “freiras” de Requião a penas de prisão entre 17 e 12 anos, por escravizarem noviças.
Maria Arminda Costa foi condenada a 17 anos de prisão, o padre Joaquim Milheiro foi condenado a 15 anos, a Maria Isabel Silva a 14 anos e a Joaquina Carvalho a 12 anos de prisão.
«O tribunal deu como provado, no essencial, os factos que constam da acusação», disse a presidente do coletivo de juízes, Paula Sá, durante a leitura do acórdão. Referiu-se a «clima de terror e medo», e a «agressões bárbaras», assim como «escravidão e de crimes hediondos praticados por alguém que se diz representante de Deus na terra», que significaram a «exploração e desumanização» das vítimas.
Os crimes foram cometidos na Fraternidade Missionária de Cristo Jovem, em Requião, uma Instituição Particular de Solidariedade Social sob a forma de Instituto de Organização Religiosa.
