O padre Fernando Sousa e Silva, de Joane, prestou declarações à SIC, no âmbito dos alegados abusos sexuais. Disse que está inocente e que é vítima de uma calúnia, afirmando que a seu tempo as coisas serão esclarecidas.
Este é um dos casos de alegados abusos sexuais no seio da Igreja. A primeira queixa formal surgiu em 2019, mas as primeiras denúncias foram feitas em 1999. As vítimas acusam o sacerdote de fazer perguntas obscenas durante as confissões e de, em alguns casos, avançar com gestos inapropriados.
A Diocese de Braga é a segunda, a seguir a Lisboa, em número de alegadas vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica. Lisboa com 84 vítimas, Braga com 54 e Porto com 42, são as que somam mais abusados.
Recorde-se que a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja Católica em Portugal iniciou a recolha de testemunhos de vítimas em 11 de janeiro de 2022, tendo validado 512 denúncias das 564 recebidas, o que permitiu a extrapolação para a existência de um número mínimo de 4.815 vítimas nos últimos 72 anos.
Segundo o relatório, 97% dos abusadores eram homens e 77% deles padres. Em 57,2% dos casos os abusos ocorreram mais do que uma vez.
