A namorada de Nélson Monteiro, um dos arguidos no caso da morte de José Ferreira, do Bar Matriz, mudou a versão relativamente ao que tinha dito na fase de inquérito. Na primeira sessão do julgamento, que decorre no Tribunal de Guimarães, a jovem disse que não contou tudo na fase de inquérito porque estava a ser ameaçada, avança o JN.
Em Tribunal atestou que foi com o namorado, que é um dos arguidos, e que a ideia era irem para casa a pé, mas que acabaram por ir de carro com Licínio, também arguido, que lhes terá contado que dera uma facada nas costas do funcionário do bar e outra no peito de José Ferreira. Porém, nas declarações que deu à Polícia Judiciária tinha garantido que viu Licínio envolvido com outros indivíduos, mas não falou em crime; assumiu que saiu a correr para o carro e não a pé e que só teve conhecimento de que José Ferreira tinha morrido no dia seguinte, pela comunicação social.
Ainda segundo o JN, a defesa de Licínio sublinhou que as declarações eram contraditórias face ao que tinha dito à Polícia Judiciária. Confrontada, a jovem assegurou que a verdade era a que disse em Tribunal e que antes estava a ser ameaçada pelos pais do Licínio.
Na primeira sessão do julgamento, o namorado da jovem, acusado de ter matado o empresário, acusou o primo Licínio, que não quis falar até agora, de ser o autor do homicídio.
Recorde-se que os crimes ocorreram em fevereiro do ano passado. José Ferreira, empresário do Bar Matriz, morreu, enquanto que o gerente ficou gravemente ferido.

