Até ao momento já foram recolhidas no concelho 14 toneladas de óleo alimentar. Recorde-se que o projeto de distribuição de oleões é de abril do ano passado.
Esta informação foi avançada pelo vereador do Ambiente, Hélder Pereira, a propósito de um balanço sobre a reciclagem no concelho. O autarca adiantou que «somos o município, a par de Guimarães e de Vila Real, que mais separação faz daquele lixo que é depositado nos ecopontos tradicionais».
«Estamos a trabalhar para cumprir as metas comunitárias que são exigentes, porque são necessárias. Recordo que temos que reduzir, até 2035, cerca de 10% dos resíduos para aterro. Mas existe aqui também uma dimensão financeira», sublinha o autarca. Refere-se ao valor que o município paga à Resinorte pela recolha do lixo, cujas taxas subiram, de 2021 a 2023, em um milhão de euros, valor que foi suportado pela Câmara para que não fosse repercutido nos famalicenses.
A solução para descer a fatura é que menos lixo seja encaminhado para aterro. Essa redução será feita através de uma melhor seleção dos resíduos; isto tendo em conta que o resíduo orgânico, que pode ser reaproveitado, representa cerca de 45% do total enviado para aterro.
O município de Famalicão já iniciou a recolha dos biorresíduos através de um projeto-piloto «que nos permite aprender», realça o vereador, notando a dificuldade em chegar a mais famílias. As que já estão no sistema de seleção do resíduo orgânico estão a cumprir, garante.