Francisco Moura vai regressar ao onze do Famalicão, na partida deste sábado, em Faro. Recorde-se que o lateral esquerdo não era opção, por castigo, para o jogo com o Sporting, que foi adiado, facto que permite o seu regresso.
Na tarde desta sexta-feira, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, o treinador do Famalicão confirmou isso mesmo, frisando que «não posso ter o melhor lateral esquerdo da Liga no banco. Em condições normais joga sempre». João Pedro Sousa acredita piamente nas qualidades do jogador. «Não podia dizer que íamos com o Moura no banco. Temos de ser agressivos pelos corredores. Dificilmente tiro o Moura».
Na sua opinião, «os meus jogadores são os melhores. Sou um treinador feliz porque sinto, desde o primeiro minuto, que os jogadores vão lutar pelo treinador» e, voltando a Moura, vê-o como um lateral moderno, «um lateral de uma equipa ofensiva, que quer criar desequilíbrios, tendo mais um homem pelo corredor. Há poucos laterais a fazer isso em Portugal. Estou a falar do melhor, não que os outros não sejam bons», reconheceu.
Elogios rasgados ao lateral esquerdo que, acredita João Pedro Sousa, no final da época pode rumar as outras paragens. Numa alusão às vendas que o clube tem feito, o treinador já antecipa que «vou destruir mais uma equipa». Aliás, partilhou o seu receio de ver o presidente da SAD a entrar no seu gabinete e dizer: ‘aí vai mais um’. «Há coisas que não se podem recusar. Como suspeitava do Otávio, suspeito de outros e um é o Moura. Com o rendimento que está a ter e sem lesões, vai ser difícil segurar o Francisco Moura. O Famalicão e o Francisco Moura merecem a transferência no final da época».
O FC Famalicão tem sido capaz de promover bons valores que têm saído por verbas muito consideráveis. O último foi Otávio, na ordem dos 12 milhões, para o FC Porto. E este contexto, de clube vendedor, João Pedro Sousa não o lamenta. «Se queremos manter o clube em crescimento vamos ter sempre de vender. A primeira vez que entrei no Famalicão foi em 2009 e sei o que encontrei. Hoje é com alegria imensa que vejo como as coisas estão. Saio com orgulho muito grande, porque ajudei este clube a ser outro clube». Muito do que foi concretizado, como reconhece, resulta da performance desportiva, «mas essencialmente pelas vendas. Todos percebem o projeto que existe no Famalicão. Se numa época atingir um 4º ou 5º lugares e não vender ninguém, não há problema. Mas um clube como o Famalicão, que quer crescer sistematicamente e ter margem de progressão muito grande, vai ter de vender mais vezes».
Mas não é só dinheiro, avisa João Pedro Sousa. «O Famalicão vende e reinveste as mais-valias, seja na aquisição de um ou outro jogador, mas também nas infraestruturas que hoje estão mais maduras, muito diferentes das que tivemos em anos anteriores. Para o ano será melhor», acredita, acrescentando o sonho do novo estádio, «que vai ser uma realidade. Há um plano no clube e tudo depende muito das transferências que se possam fazer. Sem nunca descurar, claro, o plano desportivo». Se for só o treinador a falar: «o que quero é ficar em 4º ou 5º lugar», finalizou João Pedro Sousa.