Miguel Machado terminou em terceiro lugar na Portugal 281 Ultramarathon, prova que decorreu na Vila de Belmonte, no distrito de Castelo Branco. O atleta famalicense cumpriu os 281km em 42h24, atrás de Luca Papi (42h04) e do vencedor, Marco Pinto que fez 36h51.
Na corrida que decorreu no passado fim de semana, o famalicense conseguiu, como escreve nas redes sociais, o «inimaginável», naquela que é a prova mais dura do país e que foi disputada sob intenso calor. A prestação do ribadavense foi mesmo portentosa. Na parte final, em cerca de 50km, recuperou 1h48, relativamente ao segundo classificado e passou de quinto para terceiro, terminando a ultramaratona a 20 minutos do segundo. Nos últimos 22,7km fez um tempo canhão de 2h20. Ao longo da prova dormiu, «para carregar baterias», 20 minutos e, noutra ocasião, 1h30. «Estava com a pica toda, era até cair. Queria o segundo lugar», conta a CIDADE HOJE.

Miguel, que numa das últimas edições do Alut Algarve, foi quinto classificado em 302km, conta que a prova do passado fim de semana «foi épica» e que o feito «resume-se à família; à família que te apoia, que te acompanha, que trata de ti. À família de amigos que vai crescendo com o trail, prova após prova».
Com 47 anos de idade e um restaurante para gerir na vila de Riba de Ave, a paixão começou em 2018, «em pequenas provas e, aos poucos, foi aumentando as distâncias», conseguindo, desde então, resultados de relevo, como em 2021, no Brasil em que foi quinto classificado numa prova de 225km na areia.
É amador e assim vai continuar, muito embora se bata com referências da especialidade, como são os casos dos atletas que ficaram à sua frente na prova do passado fim de semana. O futuro trará novos trails, «sempre com muito sacrifício para treinar, quase sempre fora de horas e tirando muito tempo à família».