A Junta de Freguesia de Lousado fez saber à empresa Medway que não concorda com a construção do ramal ferroviário no antigo troço da linha do Minho, em Lousado, por ficar sobreposto, em parte, à via ciclo pedonal. O executivo da Junta entende que a solução apresentada pela Medway «não é viável, dado os seus impactos significativos», opinião que diz ser partilhada pela Câmara Municipal de Famalicão.
A concretizar-se, diz a autarquia, irá «pôr fim a este enquadramento paisagístico magnífico», além de «obrigar à destruição de taludes e muros de xisto, abate de várias árvores, incluindo sobreiros, e estreitamento do Vale do Rio Pelhe, com ocupação do leito de cheia, numa extensão significativa».
No comunicado partilhado com a imprensa, a Junta de Freguesia diz que entende a «pretensão da construção deste novo ramal ferroviário, fundamental para a manobra dos comboios, provenientes de Vigo e com destino ao futuro Interface de Mercadorias». Por isso, propõe, como alternativa, «aparentemente viável e com menor impacto ambiental e paisagístico» a construção do ramal paralelamente à atual linha do Minho. Solução que garante ser bem vista pela Câmara de Famalicão.
A autarquia local recorda que a via pedonal/ciclovia, com extensão de um km, tem vista para o vale do Rio Pelhe, ladeada por muros tradicionais de xisto e taludes executados de forma manual, cobertos de vegetação e árvores de grande porte, com um elevado número de sobreiros. Foi também alvo de pavimentação, de inclusão de mobiliário urbano, instalação de equipamentos de ginástica e a recuperação de pequenas edificações de âmbito ferroviário. Isto num investimento na ordem dos 250 mil euros.