Começou, no Tribunal de Guimarães, o julgamento dos dois primos, alegados autores da morte de José Ferreira, proprietário de um bar em Famalicão, a 12 de fevereiro de 2023, e do ferimento grave a um funcionário do bar.
“O Minho” escreve que o arguido mais novo, que no primeiro interrogatório disse não ter visto nada, acusou agora o primo de ser o autor das facadas que vitimizaram José Ferreira e feriram gravemente um funcionário do bar. Quando confrontado com a contradição, respondeu que no primeiro momento não quis incriminar o primo pensando que ele iria assumir o crime.
Segundo a versão desta quarta-feira, o jovem mais novo (agora com 18 anos) disse que viu o primo (de 19 anos) a dar os golpes com arma branca (navalha), que depois terá atirada para um monte e que só foi recuperada quatro meses depois.
Recorde-se que o despacho de pronúncia acusa o arguido que diz estar inocente de ser o autor da morte de José Ferreira, enquanto que o jovem que mantém silêncio ser o responsável do homicídio tentado e de posse de arma proibida.
“O Minho” relata, ainda, que neste início do julgamento foi necessário reforço policial por desacatos e agressões verbais entre familiares dos arguidos.
Os crimes remontam a 12 de fevereiro de 2023, num bar na Rua Luís de Camões. Terão começado com desacatos dentro do bar por parte dos arguidos, que foram obrigados a sair das instalações e a pagar o que tinham consumido. As agressões fatais ocorreram já no exterior.