A Casa das Artes de Famalicão apresenta, esta sexta-feira e sábado, às 21h30, a peça “José, o Pai”, com autoria e encenação de Elmano Sancho, numa coprodução da Loup Solitaire, Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Cine-Teatro Louletano, Teatro das Figuras, Teatro Nacional São João.
É para maiores de 16 anos, com 75 minutos de duração. Bilhetes disponíveis em www.casadasartes.org. Entrada a 6 euros; estudante, Cartão Quadrilátero Cultural e seniores (a partir dos 65 anos) custa 3 Euros.
Sinopse: “Crise” e “incomunicação” são palavras-chave para acedermos a “José, o Pai”, o último capítulo (depois de Maria, a Mãe e de Jesus, o Filho) da trilogia “A Sagrada Família”, projeto de longo curso de Elmano Sancho. «Há sempre uma violência iminente na família», acredita o dramaturgo, ator e encenador, «porque é o espaço mais íntimo que temos, e com a intimidade vem o amor, mas também a violência.» José, um ator velho e desempregado, renuncia ao papel de pai, vítima de um mundo que exige novas formas de autoridade. Mas José – para onde convergem as figuras de Deus Pai e do Diabo – não cede o seu lugar. José, o Pai coloca em tensão os arquétipos da cultura patriarcal e as relações entre arte/performance e religião/ritual.
A interpretação é de Djucu Dabó, Isadora Alves, Jorge Pinto, Sílvia Filipe.