O famalicense cumpre, esta quinta-feira, o primeiro ano como Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas e diretor executivo da UNOPS, a agência da ONU responsável pela construção de infraestruturas e pela gestão de projetos nas áreas da paz e segurança, do desenvolvimento e da ajuda humanitária.
Numa publicação nas redes sociais, Jorge Moreira da Silva diz-se «profundamente grato pela confiança e apoio que recebi da minha incrível equipa de quase 6000 colegas, da Comissão Executiva e dos nossos parceiros (ONU, governos e bancos multilaterais de desenvolvimento).
A organização trabalha em mais 80 países, «muitos dos quais sofrem com a devastação de conflitos e fragilidades – guerras ativas, agitação política, catástrofes naturais e tragédias provocadas pelo homem». Ao longo do último ano, revela Jorge Moreira da Silva, «visitei muitos projetos e envolvi-me com colegas e parceiros no terreno, vendo o impacto do nosso trabalho para tornar a vida melhor para aqueles que precisam urgentemente».
Presenciou, neste tempo, «as condições absolutamente impossíveis» em que trabalham muitos dos seus colegas que tentam responder a múltiplas e gritantes necessidades humanitárias em vários conflitos, sendo, atualmente, o mais visível, o que acontece em Gaza.
Como a agência da ONU que dirige operações, a UNOPS continua «focada em expandir a capacidade de implementação» dos seus propósitos (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, climáticos e o triplo Nexus – ações humanitárias, de desenvolvimento e de paz – em contextos tão diversos e desafiadores como Gaza, Somália, Iémen, Ucrânia, Haiti, Sudão, Afeganistão, Myanmar, Moçambique.
No geral, no ano passado, Jorge Moreira da Silva destaca que foram investidos 2,7 bilhões de dólares, em cerca de 1.100 projetos em mais de 80 países. «Tudo isto aconteceu juntamente com extensas reformas de gestão que o UNOPS prosseguiu, com sucesso, aumentando a confiança entre os parceiros e moldando uma nova cultura organizacional.