A Coindu, empresa de Joane, que também tem uma unidade produtiva em Arcos de Valdevez, tem em curso o despedimento de 103 trabalhadores.
Recorde-se que quer o PCP quer o BE questionaram o Governo sobre o eventual despedimento, com os comunistas a falarem de 150 trabalhadores e o Bloco de 400.
A empresa, num esclarecimento prestado à Lusa, no início da semana, diz que está a cumprir a lei neste processo e que o mesmo resulta da descontinuidade de alguns projetos. A Coindu assume que vai avançar para o despedimento de 103 dos 2300 trabalhadores que tem ao serviço. Desta decisão não resulta o fecho das unidades de produção. Não ficou, no entanto, esclarecido se os despedimentos atingem uma ou as duas fábricas. Em Joane, na empresa de componentes de automóveis, trabalham 1550 trabalhadores.
A ainda no esclarecimento à Lusa, a administração refere que «a todos os trabalhadores abrangidos pelo referido processo foi enviada a comunicação prevista no artigo 360.º do Código do Trabalho» e que de seguida dará, nos termos da lei, «início à fase de informações e negociação com os trabalhadores». Trata-se, esclarece, ainda, «de um procedimento transparente e fundamentado», que está a decorrer com «a maior serenidade e com a compreensão por parte dos trabalhadores da Coindu».
Entretanto, o Sindicado das Indústrias Metalúrgicas e Afins entregou, no final da passada semana, na Autoridade para as Condições de Trabalho, um pedido de anulação do processo de despedimento coletivo.
