Militantes e simpatizantes do Chega reuniram-se, na noite desta segunda-feira, em frente ao hospital de Famalicão, em vigília pela manutenção do serviço de obstetrícia e ginecologia.
O deputado na Assembleia da República, Filipe Melo, associou-se à manifestação silenciosa, organizada pela Concelhia e Distrital, “em sinal de desagrado pela intenção do Governo em fechar um serviço hospitalar que é de referência no distrito, que serve Famalicão e outros concelhos”.
O deputado do Chega lembra ao Governo que Famalicão “é um concelho importante no contexto nacional”, não entendendo, por isso, que os bebés famalicenses tenham que ir nascer a Braga ou a outro hospital.
O presidente da Concelhia, Pedro Alves, diz que “viemos aqui mostrar a nossa indignação. Estamos ao lado dos famalicenses e dos profissionais de saúde”.

O dirigente não compreende nem aceita os motivos evocados pela Comissão, sublinhando que o número de nascimentos e a qualidade do serviço justificam a continuidade da maternidade. Pedro Alves dirige, ainda, críticas ao deputado socialista Eduardo Oliveira, que durante as Autárquicas reivindicou um novo hospital e “hoje vemos esta unidade de saúde com a possibilidade de perder um serviço de referência. Podemos ficar sem a maternidade e já temos um tribunal que, num passado recente, perdeu competências”.
O líder do Chega, à porta do hospital, disse: “não podemos ficar parados porque seremos todos prejudicados”.