Esta quinta-feira, dia 21, “Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer”, a Casa da Memória Viva (CMV) abre uma sede própria, que fica no edifício dos “Correios”, Rua S. João de Deus, nº 116, 2.º andar, sala 3.
Trata-se de uma luta antiga da associação, na procura de um espaço próprio para desenvolver as suas atividades de suporte a familiares e cuidadores de pessoas com doenças neurodegenerativas e de preservação e valorização da memória identitária da comunidade famalicense.
«Foi uma primeira etapa custosa, porque quando arrancamos para o terreno apanhámos com o início da pandemia de Covid, mas está superada. A Casa está mais viva! Depois da instalação, ambicionamos a consolidação e, sobretudo, uma intervenção social e cultural diferenciadoras», declara o presidente da direção da CMV, Carlos de Sousa.
A primeira iniciativa, às 14h30, é um workshop para cuidadores e familiares de pessoas com demência. É sobre “Dicas e estratégias para o dia a dia do cuidador da pessoa com demência”.
O encontro será orientado pelas terapeutas Cristiana Sousa e Marta Ferreira, profissionais com vasta experiência terapêutica no apoio à pessoa com demência, tanto em
contexto hospitalar como domiciliário. A participação é gratuita e a organização ainda aceita inscrições. Basta, para isso, um contacto pelo tlm n.º 930946424 ou através do e-mail memoriaviva.vnf@gmail.com.
Às 18 horas, a Casa abre-se a associados, mecenas e amigos para um “Porto de Honra”, com que, simbolicamente, «festejaremos mais um objetivo superado, porventura aquele que vai permitir alavancar de forma mais eficaz a ação associativa», salienta o seu presidente.
Segue-se, às 19h15, na igreja matriz de Famalicão (nova), uma missa de ação de graças pelos famalicenses com doença de Alzheimer, seus cuidadores e familiares.
1.º Passeio da Famalicidade – Dê 2 Passos
Entretanto, no próximo sábado, a CMV volta a organizar o 1.º Passeio da Famalicidade – Dê 2 Passos. Carlos Sousa destaca a iniciativa pública para «sensibilizar a comunidade famalicense para a situação das pessoas com doença de Alzheimer e as respostas a que têm direito e ainda não lhes asseguramos», justifica.
Arranca às 10 horas da esquina da R. Manuel Pinto de Sousa com a Pr. Álvaro Marques, junto ao painel azulejar do antigo posto dos Serviços Médico-Sociais da Previdência, junto a um espaço
verde que os dirigentes da associação gostariam de ver transformado em “Jardim da Memória”.
«Vamos passear pela cidade, em passada ritmada pela memória que dela temos e com o olhar desperto pelo contemporâneo, conjugando atividade física, convívio e fruição cultural», antecipa a organização, que apresenta a iniciativa como sendo para todos, mas cuja participação obriga à doação mínima de 5,00 euros (antes da partida ou mediante prévia inscrição na página da CMV no Facebook). Fazem parte desta caminhada visitas à exposição “Santo António é o meu santo”, patente do Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; depois, os participantes tomarão contacto com a mostra alusiva ao centenário do pintor e poeta Mário Cesariny, patente na Fundação Cupertino de Miranda.
Esta prevista uma paragem na Fonte dos Pelames, na R. Ernesto Carvalho, próximo da sede administrativa da CMV, com a evocação da respetiva lenda, por Rui Araújo, divulgador da História e do Património Cultural famalicense e estudioso da historiografia concelhia. A caminhada termina pelas 12 horas.