O mais recente volume do Boletim Cultural de Famalicão explora 11 temas, de que são exemplos o Mosteiro de Oliveira Santa Maria e a Quinta da Igreja Velha, em Vermoim, a tradição do Auto de São João de Vilarinho das Cambas, a evolução da paisagem famalicense, o turismo, as migrações, entre outras.
Este volume conta com contributos de professores catedráticos e de investigadores de instituições portuguesas conceituadas, como é o caso do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Universidade do Minho.
Foi apresentado no dia 24 de fevereiro, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, e trata-se de uma compilação de trabalhos científicos que aprofundam o conhecimento sobre Vila Nova Famalicão, debruçando-se sobre assuntos em torno do seu património e das suas gentes, e que inclui contributos em questões sociais e políticas do nosso tempo.
«Um pedaço da história, com uma enorme qualidade científica, que é também um legado que deixamos a quem venha a refletir sobre a história deste concelho no futuro», refere o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, a propósito deste novo volume do Boletim Cultural.
Já o vereador da Cultura, Pedro Oliveira, fez notar que o Boletim Cultural «não se faz só pela sua edição e num ato meramente de continuidade», mas pelo «valor e contributo para a preservação da memória e identidade cultural deste concelho».
Recorde-se que a primeira edição do Boletim Cultural de Famalicão remonta a 1980, a acompanhar o primeiro grupo de boletins culturais publicados por algumas autarquias portuguesas após as primeiras eleições autárquicas nacionais de 1976. Desde a sua criação até aos dias de hoje, o Boletim Cultural tem dado um contributo inestimável para a valorização e discussão cultural em Vila Nova de Famalicão.