Segundo um levantamento da plataforma americana fbref, dedicada ao acompanhamento de estatísticas de equipas e jogadores de futebol de todo o mundo, o FC Famalicão tem a média de idades mais baixa entre as equipas da I Liga portuguesa e de todas as que jogam nas Big 5: Premier League, Serie A, La Liga, Bundesliga e Liga francesa.
Segundo o estudo, que analisou todos os jogadores utilizados nestes campeonatos nas jornadas realizadas até à paragem para as seleções, o conjunto de João Pedro Sousa apresenta uma média de 23.6 anos. Se a este estudo for acrescentado o campeonato dos Países Baixos, concorrente com Portugal no ranking da UEFA, o plantel famalicense mantém-se nas primeiras posições, só superado por Ajax (22.6), Volendam (23.2) e Excelsior (23.4).
A aposta em jovens jogadores tem sido contínua. Por exemplo, esta época não foi contratado nenhum jogador com mais de 24 anos pelo emblema famalicense «que tem valorizado e projetado jovens talentos», reconheceu outro jovem jogador, Chiquinho, o último reforço, cedido pelo Wolverhampton.
O Famalicão reforça-se como um projeto onde há sempre jovens talentosos, aliás como reconheceu, recentemente, o treinador do Sporting, Rúben Amorim. Por outro lado, esta aposta tem trazido importantes dividendos financeiros: Pedro Gonçalves, Ugarte, Alexandre Penetra ou Iván Jaime são exemplos desse sucesso. Aliás, e desde que subiu à I Liga (19/20), a SAD famalicense já lucrou em vendas cerca de 50 milhões de euros (números que já incluem a venda de Iván Jaime para o FC Porto).
Se é este o cenário no plantel principal, igual aposta tem decorrido nos sub-23 e sub-19, equipa que na época passada se sagrou, pela primeira vez na história do clube, campeã nacional. Aos sub-23 têm chegado jogadores que, rapidamente, integram a equipa principal. Luíz Júnior, Penetra, Gustavo Sá, Pablo ou Otávio são algumas das histórias de sucesso desta aposta em jovens talentosos.