Um grupo de cerca de 60 enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Ave acusa o conselho de administração de não estar a cumprir a progressão nas carreiras profissionais, conforme estipulado pelo Governo em 2018.
Em protesto, estes enfermeiros estão, desde a passada segunda-feira, 20 de maio, a cumprir apenas as 35 horas semanais, recusando-se a fazer horas extraordinárias e a executar qualquer outra atividade que não seja a prestação direta de cuidados aos doentes.
Dizem os enfermeiros que «apagar 20 anos de serviço» é uma «atitude altamente penalizadora, discriminatória e persecutória». Acrescentam que esta deliberação da administração do hospital coloca enfermeiros com vários anos de serviço a receber o mesmo que os colegas recém-formados.
Para além disso, acusam, o conselho de administração de determinar a devolução dos montantes que, alegadamente indevidamente pagos durante os poucos meses «em que estes enfermeiros foram tratados como os demais profissionais», o que conduz, no seu entender «a uma dupla discriminação: internamente, relativamente aos outros enfermeiros que já auferiam o “salário mínimo” em 2011, e externamente», face a profissionais exatamente nas mesmas condições que laboram noutros hospitais.
CIDADE HOJE sabe que o conselho de administração está reunido esta manhã para analisar a situação. Finda a reunião, será emitido um comunicado.

