A partir de 1 de junho, as tarifas de acesso às redes elétricas em Portugal vão aumentar, o que poderá levar a um acréscimo nas faturas da eletricidade dos consumidores entre “seis a 13 euros por mês”, segundo a DECO PROteste.
Esta proposta de revisão tarifária, apresentada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), visa ajustar os custos das redes elétricas nacionais. Apesar da descida dos preços da energia no mercado grossista desde janeiro, o impacto das tarifas de acesso poderá anular essa tendência para a maioria dos consumidores.
Impacto nos consumidores
A DECO PROteste alerta que a subida das tarifas de acesso às redes terá um impacto direto na fatura final de eletricidade de todos os consumidores, tanto no mercado regulado como no mercado livre.
Para os consumidores que permaneceram no mercado regulado ou que optaram por uma tarifa equiparada no mercado livre, a previsão é de uma ligeira redução (-0,1%) no preço médio das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal (BTN) entre maio e junho de 2024. No entanto, este decréscimo poderá ser insuficiente para compensar o aumento das tarifas de acesso.
Possíveis medidas para mitigar o impacto
Embora os comercializadores de energia sejam obrigados a refletir nas faturas a subida das tarifas de acesso, não há a mesma obrigatoriedade para as descidas dos preços da energia.
A DECO PROteste recomenda que os consumidores comparem as ofertas dos diferentes comercializadores e optem por tarifários mais competitivos, que permitam minimizar o impacto da subida das tarifas de acesso.
É importante salientar que, mesmo que alguns comercializadores optem por apresentar tarifários mais vantajosos para novos clientes em junho, não há garantia de que os contratos existentes sejam revistos para refletir a descida dos preços da energia.