Os alunos universitários da região do Cávado têm enfrentado dificuldades no trajeto entre Guimarães e Braga, com o aumento de preços nas linhas de autocarro operadas pela Cávado Mobilidade. Até ao final de 2022, os estudantes pagavam 1,6 euros em cada direção para usar os autocarros da Transdev, que explorava a concessão e cobrava o mesmo valor que a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), que também tinha autocarros a fazer o mesmo trajeto.
No entanto, em janeiro de 2023, entrou em funcionamento a nova concessão – a Cávado Mobilidade -, operada pela Transdev em consórcio com as empresas AVIC e AV Minho, que baixou o valor dos bilhetes para um euro em cada direção. Mas, em março deste ano, o preço subiu novamente para 3,95 euros, deixando os estudantes insatisfeitos.
Os alunos da Universidade do Minho (UMinho) e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) são os mais afetados pelo aumento de preços, uma vez que a oferta de autocarros da AAUM não é suficiente para satisfazer a procura. A Associação Académica da UMinho ainda mantém uma linha de autocarros a fazer o trajeto, mas a elevada procura tem gerado dificuldades para garantir transporte suficiente.
De acordo com a Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado (AITC), o aumento de preços nas linhas de autocarro foi da responsabilidade dos operadores, que implementaram um conjunto de tarifas promocionais durante o período de 1 de janeiro a 1 de março deste ano. Ainda não se sabe se os preços voltarão a baixar, mas a situação tem gerado preocupação entre os estudantes universitários da região.