António Santos Pereira venceu a edição 2024 do Prémio de História Alberto Sampaio, distinção com a marca científica da Academia das Ciências de Lisboa, coordenação da Sociedade Martins Sarmento e patrocínio das Câmaras Municipais de Famalicão, Braga e Guimarães.
Segundo o júri, o ensaio do professor catedrático aposentado da Universidade da Beira Interior, intitulado de “O Fundão pré-industrial: espaços, recursos e produtos”, distinguiu-se dos demais «pelo criterioso e minucioso uso das fontes históricas, pela densidade da informação recolhida, pela qualidade de produção historiográfica, pela subtileza da escrita, o estudo faz reviver comunidades tradicionais da Gardunha nas suas vivências e práticas laborais, nas suas produções e trocas de conhecimento», configurando-se como «um trabalho exemplar nos estudos de história económica e social».
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no dia 1 de dezembro, dia de nascimento do patrono do prémio. De acordo com a rotatividade prevista no regulamento, este ano será no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, na cidade de VN Famalicão.
O Prémio de História Alberto Sampaio, inicialmente instituído em 1995 pelos municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, foi renovado em 2016 contando, a partir de então, com o município de Braga entre os instituidores. O prémio destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e obra de Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica.
O prémio, que vai na 7.ª edição, destina-se a galardoar um estudo de investigação histórica, no âmbito da história económica e social portuguesa, ou no âmbito de outros domínios historiográficos associados ao legado de Alberto Sampaio, e envolve um prémio, no valor monetário de 6 mil euros, financiado, em partes iguais, pelas autarquias envolvidas.