No dia 7 de abril, Cleanne Carvalho abriu o e-mail e leu que tinha de abandonar Portugal. A arquiteta brasileira vive em Joane, Famalicão, há oito anos, tem casa própria, empresa aberta e três filhos (dois na universidade e uma menina de sete anos que nasceu em Portugal).
“Fiquei sem chão, senti-me muito desrespeitada, estou organizada, trabalho como arquiteta, isto foi tudo uma surpresa para mim”, disse à SIC.
A ordem partiu da AIMA, a agência pública responsável pela integração de imigrantes, que alega que Cleanne não tem meios de subsistência nem habitação. Ela diz o contrário.
Na origem da situação está um documento de residência caducado desde fevereiro do ano passado. Cleanne não o renovou porque, diz, a AIMA nunca respondeu aos seus pedidos. A mesma agência também não deu resposta ao pedido de nacionalidade que tem em espera há três anos.
Com dez dias úteis para contestar a notificação, já colocou o caso nas mãos de um advogado. A AIMA não respondeu à SIC em tempo útil.