Na madrugada deste domingo, 29 de março, os relógios foram adiantados uma hora, assinalando o início do horário de verão. A tradicional mudança volta, no entanto, a estar no centro do debate na União Europeia.
A Comissão Europeia prepara-se para apresentar um novo estudo que poderá relançar a discussão sobre o fim da alteração sazonal da hora entre inverno e verão. A conclusão do relatório está prevista até ao final de 2026.
O tema não é novo. Em 2018, Bruxelas já tinha proposto acabar com esta prática, mas a falta de consenso entre os Estados-membros acabou por bloquear a decisão. Agora, o objetivo passa por encontrar uma solução coordenada entre os países europeus.
Para avançar, será necessário que o Conselho da União Europeia retome o tema. A presidência rotativa, atualmente nas mãos do Chipre até junho, admite promover o debate assim que o estudo estiver concluído.
A mudança da hora tem mais de um século. Foi aplicada pela primeira vez em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de poupar energia. Hoje, continua a dividir opiniões.
Se por um lado há quem defenda benefícios na redução do consumo energético, por outro há estudos que apontam impactos negativos na saúde. A discussão inclui ainda a possibilidade de adotar um horário fixo ao longo de todo o ano.