Fernando Costa está preocupado «com os graves problemas» que se vivem na Saúde, Educação e Habitação e acusa o governo socialista de ser «incapaz de executar qualquer reforma», enquanto «carrega os portugueses com impostos». O líder do PSD de Famalicão manifestou a sua apreensão no passado sábado, no decurso do plenário de militantes que decorreu no Museu da Fundação Castro Alves. Em Bairro, falou, ainda, dos desafios eleitorais. Se as Europeias «assumem um contexto específico», as Autárquicas de 2025 «acrescem responsabilidades e exigem ainda mais entusiasmo a cada um de nós». Costa reiterou que o principal objetivo da Coligação Mais Ação, Mais Famalicão «é ganhar a Câmara Municipal, a Assembleia Municipal e reforçar a sua representatividade em todas as freguesias, crescendo em número de militantes e simpatizantes».
No plano nacional, «os problemas estão hoje mais agravados do que em 2022». Na Saúde, Fernando Costa recordou que as urgências do Hospital de Famalicão estiveram sem especialidade de cirurgia durante o fim de semana. «Nos últimos dias assistiu-se, também, a duas greves nacionais dos médicos e, um pouco por todo o país, ao encerramento de urgências hospitalares por falta de médicos. Acresce o insuficiente investimento público na Saúde que, entre 2016 e 2022, registou uma taxa de execução inferior a 60%», apontou o social democrata.
Na Habitação, «setor agravado nos últimos 8 anos», o líder da Concelhia do PSD frisou que, «ao fim de todo este tempo, o governo de António Costa pouco mais tem para oferecer do que medidas sem qualquer execução». A título de exemplo, recordou as prometidas 26 mil casas em 2024 para as famílias carenciadas «que o Primeiro-ministro já admitiu não conseguir cumprir».
Na Educação vivem-se, também, dias difíceis. No ano «em que mais professores passaram à reforma», a greve nacional já realizada, «num momento em que ainda faltam professores para milhares de alunos, faz antever um ano letivo em que os alunos serão, novamente, os principais prejudicados. Infelizmente, este Governo acha normal e nem se envergonha que o ano letivo comece e acabe com falta de professores, como sempre acontece».
Perante este cenário, o líder do PSD entende que «os portugueses estão descontentes com o governo socialista que, ao fim de 8 anos, apenas gere o dia-a-dia e não quer reformar o país», exemplificando com a proposta de Orçamento de Estado para 2024, «carregada de um aumento brutal de impostos indiretos, que confirma que o PS está novamente a fugir das reformas necessárias».
No plano interno, mostrou-se alinhado com o Luís Montenegro por ter afastado qualquer entendimento com o Chega e da sua posição sobre as Europeias, que independentemente do resultado, se apresentará como candidato no próximo Congresso.
Também a instabilidade internacional, que decorre das guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, foram preocupações manifestadas pelo líder social democrata.