A maioria dos médicos do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) pediu escusa de trabalho extraordinário para além das 150 horas obrigatórias. Esta situação antevê dificuldades na constituição das equipas para assegurar o regular funcionamento do Serviço de Urgência do hospital de Famalicão. Este cenário alastra a todo o país e a Ordem dos Médicos diz que o Serviço Nacional de Saúde pode estar à beira de uma catástrofe.
O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, reúne na manhã desta quarta-feira com o bastonário dos médicos, Carlos Cortes, para um encontro para discutir as horas extraordinárias dos médicos além do máximo legal de 150 horas, situação que motivou muitos protestos.
Nesta altura, a recusa dos médicos em cumprir para além das 150 horas extraordinárias já conduziu a constrangimentos em vários hospitais do país. O bastonário, em declarações reproduzidas pela imprensa nacional, garante que, se nada for feito, o SNS pode estar à beira de uma catástrofe. Carlos Cortes fala de «uma situação de enorme gravidade» e que perante a «total passividade» do Governo em apresentar soluções, a Ordem pediu a reunião urgente com o Ministro para analisar a situação, expor as dificuldades e exigir soluções rápidas, porque «está em causa a saúde das pessoas».