A equipa feminina do FC Famalicão está confiante e sente-se preparada para o jogo frente ao S.C Braga que vai determinar o 3.º e 4.º lugares da Supertaça de Futebol Feminino. O jogo é esta quarta-feira, dia 13 de setembro, às 11 horas, no Estádio Municipal de Aveiro.
Recorde-se que na final estão Sporting e Benfica, que também jogam esta quarta-feira, mas ao final do dia. O FC Famalicão, que é o vencedor da Taça de Portugal, perdeu com o Sporting por 2-0, falhando o acesso à final.
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, o treinador Miguel Santos e a atleta Raquel Infante não revelaram a estratégia, mas mostraram confiança num resultado positivo, «porque temos mais tempo de treino, o que deu para corrigir alguns erros. A equipa está mais madura; cresceu taticamente, tecnicamente e fisicamente», realça o treinador. Revela que entre os erros que foram corrigindo está a definição no último terço do campo, algo em que estiveram menos bem frente ao Sporting; estão também as bolas paradas, tanto defensivamente como ofensivamente.

«O SC de Braga é uma grande equipa. O ano passado demonstrou isso mesmo e no jogo frente ao Benfica também», analisa a atleta Raquel Infante. Recorde-se que o Benfica (atual campeão nacional) ultrapassou o Braga com muitas dificuldades, tendo havido necessidade de recorrer aos pontapés de grandes penalidades.
De resto, Raquel Infante (que transita da época passada) partilha da opinião do treinador quanto à importância de cerca de mês e meio de treino. «É uma equipa nova e o trabalho é importante. Em campo podemos melhorar e crescer; no balneário sinto um grupo feliz e que quer mais», revela. No jogo frente ao Braga, «queremos entrar bem e colocar em prática tudo o que preparamos nestas últimas semanas de trabalho», partilha a jogadora.
Assim sendo, o técnico espera um Braga a jogar num sistema diferente do praticado pelo Sporting. Da estratégia, revela apenas que mesmo sem bola, o Famalicão terá que controlar as ações ofensivas do adversário.
Na conferência de imprensa, foi abordado o modelo para se encontrar o vencedor da Supertaça, que é diferente do masculino. Nas senhoras há duas meias-finais e uma final. Miguel Santos entende que do ponto de vista do adepto pode parecer injusto, caso contrário o FC estaria diretamente na final; mas por outro lado, nota que é um modelo mais competitivo. De qualquer forma, diz que compete à Federação Portuguesa de Futebol e aos clubes analisar as virtudes e defeitos deste modelo.