Os casos de covid-19 triplicaram na última semana em Portugal, devido ao aparecimento de uma nova variante do vírus, a EG.5. Esta sublinhagem é mais transmissível do que as anteriores e já foi identificada em vários países, incluindo Portugal.
A OMS confirmou que o risco de doença grave e de morte é muito menor agora do que há um ano, mas que o risco da covid-19 para a saúde pública global ainda é alto.
O pneumologista e ex-coordenador do Gabinete de Crise Contra a Covid-19 da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, explica que esta nova sublinhagem da ómicron veio relembrar dois aspetos essenciais:
- O vírus veio para ficar e que deve permanecer integrado nos sistemas de vigilância mundiais;
- A necessidade de vacinar os grupos de risco sazonalmente.
Ou seja, previsivelmente, no próximo outono-inverno “a campanha da vacinação contra a Gripe vai ter de incluir também uma campanha de vacinação contra o SARS- CoV-2”.
O médico acrescenta que em termos de gravidade, pelo menos até agora, “não há indicação que esta tenha aumentado com a EG.5”.
Apesar do aumento dos casos, o número de óbitos se mantém baixo, entre os 6 e 10 por dia.
A OMS pede aos países para estarem atentos e não descurarem a vigilância.
