O primeiro jogo das meias-finais da Taça de Portugal, entre o FC Famalicão e o FC Porto, terá o Estádio Municipal lotado.
O clube famalicense informou, ainda, que apenas os sócios detentores de lugar anual, que não adquiriram bilhete, poderão fazê-lo até à hora do jogo. Assim, aguardam-se pouco mais de 5 mil adeptos, sendo que cerca de quatro centenas serão do FC Porto.
A presença do emblema famalicense nesta fase da competição é mais um momento importante na sua história, depois de igual feito na época 2019/2020, também com João Pedro Sousa. Para um clube que, em 2018/2019, regressou, 25 anos depois, ao principal campeonato de futebol, logo a seguir é semifinalista da “prova rainha” e, quatro épocas depois, repete a presença, é feito que poucos se podem orgulhar. Neste período – desde a época 2019/2020 -, o Famalicão é, a par do Benfica, também por duas vezes, a segunda equipa com mais presenças nas meias-finais, só superado pelo FC Porto, com quatro. Recorde-se que, em 2019/2020, a equipa famalicense lutou com o Benfica um lugar na final, que acabaria por ser vencida pelo Porto. Com os benfiquistas, os famalicenses perderam, 3-2, o primeiro jogo e empataram (1-1) no segundo.
«O jogo mais importante será a final da Taça»
Sobre o jogo desta quarta-feira, às 20h30, o treinador do Famalicão deu conta da enorme confiança que reina no plantel. Quando questionado sobre se este é o jogo mais importante da época, de pronto atirou que «o jogo mais importante será a final da Taça de Portugal. E se pensasse de outra forma nem estaria a disputar esta meia-final. Temos a consciência de que há mais um degrau para subir e se há jogo para definir aquilo que já é uma época muito boa seria chegar à final». Admite as muitas dificuldades que o Porto poderá colocar, mas garante «que vamos tentar colocar desconforto no FC Porto em vários momentos da partida e, se possível, até na eliminatória. Temos de perceber que esta é uma eliminatória, são dois jogos e o equilíbrio pode ser a chave do sucesso ou do insucesso na eliminatória».
Estádio Municipal sem espaço até para a comunicação social
A procura de bilhetes para a partida foi muita, superando, largamente, a lotação do Estádio Municipal. Este jogo, como outros já realizados no espaço desportivo famalicense, particularmente com os “grandes”, faz prova que não reúne condições para todos os envolvidos no espetáculo, particularmente para adeptos e até para a comunicação social. Neste particular, o clube teve que fazer uma gestão ao “milímetro” do pouco espaço que o Estádio tem, ao ponto dos órgãos de comunicação social (televisões, rádios, jornais…) também verem limitado o número de jornalistas e colaboradores que habitualmente acompanham o FC Famalicão.
A necessidade de um novo espaço desportivo é antiga e foi reiterada recentemente, a 10 de abril, aquando da visita do Secretário de Estado da Juventude e Desporto. Na ocasião, Mário Passos anunciou que há uma equipa a trabalhar numa solução para um novo estádio. O presidente da Câmara Municipal admitiu que a solução que está a ser pensada envolve vários parceiros, desde a SAD a privados. E revelou alguns pormenores, sem levantar muito o véu: «temos cerca de 44 mil m2, mas para o estádio é necessário apenas metade; temos que analisar o que faremos com a parte sobrante que entra na fórmula», equacionando uma operação urbanística, que, a ser uma realidade, implica também a alteração ao PDM.
O presidente da Câmara reconheceu, na ocasião, que o estádio precisa de obras para fazer face às exigências de uma equipa de Primeira Liga e «não está consentâneo com a nossa imagem», nomeadamente como o segundo concelho que mais contribui para a balança comercial nacional. «Queremos que seja mais um equipamento que contribua para a dinâmica da cidade», conclui o autarca.
