Nove organizações sindicais de professores convocaram uma greve ao último tempo de aulas, que começou hoje e decorrerá até ao final do ano letivo. Além desta, serão ainda realizadas greves ao serviço extraordinário, ao sobretrabalho e à componente não letiva, sem impacto nas aulas dos alunos.
Esta greve surge como forma de protesto contra o novo regime de recrutamento e pela recuperação de todo o tempo de serviço dos professores que esteve congelado durante seis anos, seis meses e 23 dias, que as organizações sindicais consideram uma reivindicação prioritária.
O Governo aprovou recentemente o novo regime de gestão e recrutamento de professores, que não chegou a ser aprovado pelos representantes dos docentes. O principal ponto de discórdia foi a possibilidade de professores com horário incompleto darem aulas em duas escolas e a criação de conselhos de zona pedagógica.
Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), avisou que “ações de luta não vão faltar para podermos pressionar o Governo a resolver problemas que estão a massacrar uma profissão em que há cada vez menos gente”. A plataforma sindical pretende ainda greves por distritos entre 17 de abril e 12 de maio, uma greve nacional e manifestação em 06 de junho, e uma greve às avaliações de final de ano.
Os sindicatos exigem ainda a eliminação das quotas na avaliação e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira docente, a alteração do regime de Mobilidade por Doença, a redução da burocracia nas escolas, um regime especial de aposentação e a regularização dos horários de trabalho.
De momento, decorre outra paralisação convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação desde dezembro, à qual se juntam agora as greves convocadas pelas nove organizações sindicais.

