Em comunicado, a Concelhia do Partido Socialista e o Grupo de Trabalho do PS de Ribeirão afirmam que a renúncia da coligação PSD-CDS «não passa de uma artimanha com objetivos meramente eleitoralistas e significa uma traição grave à confiança da população». Eduardo Oliveira, que assina o comunicado, considera que «o presidente da Junta demissionário e os eleitos da velha coligação PSD-CDS querem vitimizar-se, tentando atribuir a outros a culpa dos próprios erros».
Para justificar o voto contra ao Plano e Orçamento da Junta de Ribeirão, o PS afirma que as forças políticas da oposição, de que faz parte, «com atitude democrática e sentido de responsabilidade, alertaram para um erro grosseiro nas despesas orçamentadas e ofereceram a possibilidade de ser convocada uma nova reunião da Assembleia de Freguesia para votação de um orçamento devidamente retificado». Avança que a coligação não aceitou a proposta de «assumir e corrigir os erros» e que o fez «por capricho eleitoralista».
Eduardo Oliveira adianta que a «gestão de dinheiros públicos é um assunto sério e não podemos compactuar com trapaças», referindo-se ao erro que implicou a duplicação do custo do elevador para a Junta.
Face à postura de não aceitar uma nova reunião, o PS diz que o presidente da Junta «demissionário não respeita o Estatuto da Oposição e tem uma postura antidemocrática, querendo fazer da Junta de Freguesia de Ribeirão um trono onde quer, pode e manda sem ser questionado».
O PS sublinha que esta demissão provoca instabilidade política e social e que as eleições intercalares significam mais aumento da despesa pública e o atraso no desenvolvimento da vila.
Relativamente ao futuro, o PS confessa estar empenhado em contribuir para uma alternativa política que «garanta a governabilidade da Junta de Freguesia, com espírito de serviço público e transparência, tendo sempre os ribeirenses em primeiro lugar num espírito de verdadeira democracia participativa que respeite e defenda os interesses da população».