A Associação Famalicão em Transição sugere a paragem das obras de criação da central fotovoltaica em Outiz/Vilarinho das Cambas e que seja reflorestada a área de sobreiros entretanto destruída para edificar este projeto, afirmando que a transição energética «não pode ser feita à custa das nossas florestas e que plantar uma árvore não compensa o abate de outra».
Esta exigência foi feita no âmbito de uma visita ao local, no dia 19, juntamente com representantes do Bloco de Esquerda, PAN, PCP, Os verdes e PS.
No seguimento desta visita, efetuaram um reconhecimento das restantes manchas de sobreiros que ainda existem na zona envolvente ao local onde aconteceu o abate de árvores. Foi, então, proposta a criação de um parque florestal para o Monte do Facho / Santa Catarina, à semelhança do Parque de Monsanto, em Lisboa, «praticamente sem custos de manutenção, pois a natureza faz a sua autogestão». Para o seu financiamento, propõem, numa primeira fase, a aquisição de terrenos com verbas do Fundo Ambiental deste projeto de produção de energia fotovoltaica e de outros que venham a ser licenciados, do mecenato ambiental, «nomeadamente por empresas com elevado impacto ambiental do concelho, por mecanismos financeiros de compensação carbónica e recursos próprios da autarquia», apontam.
Elementos da Associação Famalicão em Transição partilharam com os presentes outras preocupações quanto a este projeto, lamentando não ter as respostas que pediram à Câmara. «Nomeadamente, continuamos sem saber se existe uma análise de impacte ambiental associada a este projeto, não tivemos acesso às plantas do projeto e ao detalhe das áreas de cortes e preservação da vegetação aprovadas pelo ICNF, nem sabemos quais são as medidas para mitigar a erosão, ou ainda quais são e onde se localizam os restantes projetos de produção elétrica fotovoltaica licenciados no concelho, pelo que continuaremos a pedir que estas informações nos sejam cedidas», clarificam.
