O deputado famalicense na Assembleia da República, Jorge Paulo Oliveira, voltou a defender esta terça-feira a manutenção do Bloco de Partos do Hospital de S. João de Deus, durante a audição do ministro da Saúde no âmbito da apreciação da Proposta de Orçamento do Estado para 2023.
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Jorge Paulo Oliveira, que em setembro escreveu uma carta ao titular da pasta da Saúde, assim que se tornou publico o eventual encerramento do Bloco de Partos do Hospital de Famalicão de acordo com o documento elaborado pela Comissão para Reforma das Maternidades, voltou a dirigir-se a Manuel Pizarro, desta vez na presença do próprio “apelando-lhe que, a bem das populações, decida em sentido contrário ao preconizado naquele documento”.
O deputado social-democrata, começou por recordar que em 2006 “foi determinado o encerramento do Bloco de Partos do Hospital de Santo Tirso, passando estes a concentrarem-se no do Hospital S. João de Deus, em Vila Nova de Famalicão, cuja abrangência inclui, igualmente, o município da Trofa” altura a partir da qual foram feitos inúmeros investimentos na Maternidade de Famalicão, em termos infraestruturais e equipamentos, “muitos destes por ação do Município, empresas e associações, que ajudam a explicar a circunstância do Centro Hospitalar do Médio Ave, ter obtido nota positiva do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, inclusivamente na área dos “Partos e Cuidados Pré-natais”.
Jorge Paulo Oliveira, recordou, igualmente, que foi por dispor de uma Maternidade, “que a autarquia, os empresários e a sociedade civil, se mobilizaram e construíram uma nova Clínica da Mulher, da Criança e do Adolescente, concentrando os cuidados de saúde prestados nas áreas da pediatria, ginecologia e obstetrícia”.
Defendendo que o “trabalho de qualidade desenvolvido na Maternidade do Centro Hospitalar do Médio Ave, através da sua unidade hospitalar de Vila Nova de Famalicão, que, acrescente-se, nunca encerrou portas, mesmo nos períodos mais críticos, é conhecido e reconhecido por todos”, Jorge Paulo Oliveira pediu a Manuel Pizarro que “seja justo para com os famalicenses, tirsenses e trofenses, para com os demais utentes e operacionais daquele serviço, decidindo pela manutenção da Maternidade de Famalicão”.