Após o reconhecimento nacional e internacional dos dois primeiros trabalhos discográficos, dedicados a Manuel Cardoso (2019) e Duarte Lobo (2020), os Cupertinos prosseguem com a parceria com a editora Hyperion, agora com obras de Pedro de Cristo, outro dos nomes cimeiros do “Período Dourado” da Polifonia Portuguesa.
O novo trabalho, lançado esta sexta-feira, apresenta um alinhamento de obras atribuíveis ao renomado músico conimbricense, incluindo inéditos, transcritas a partir dos manuscritos originais. Vinculados ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e atualmente preservados na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, estes manuscritos foram restaurados ao abrigo do protocolo entre a Fundação Cupertino de Miranda e a universidade.
O novo trabalho foi gravado em agosto de 2021, na Basílica do Bom Jesus, produzido por Adrian Peacock. O CD encontra-se com desconto de 20% até dia 15 de novembro. Disponível em: https://www.cupertino.pt/livrarialoja/novidades/detalhe/?Id=9532&type=product.

Nascido na Fundação Cupertino de Miranda, em 2009, o grupo vocal Cupertinos dedica-se quase em exclusivo à música portuguesa dos séculos XVI e XVII, com base num núcleo de compositores de renome mundial como Duarte Lobo (c.1565-1646), Manuel Cardoso (1566-1650), Filipe de Magalhães (c.1571-1652) ou Pedro de Cristo (c.1550-1618).
Os Cupertinos já apresentaram cerca de três centenas de obras, incluindo mais de cem inéditos. Numa abordagem performativa sem precedentes, vários destes inéditos têm sido transcritos a partir das fontes originais pelos próprios elementos do grupo sob a supervisão do seu diretor musical, Luís Toscano, e do Prof. Doutor José Abreu (Universidade de Coimbra e ESMAE).
Além do Festival Internacional de Polifonia Portuguesa, do qual são anfitriões, os Cupertinos têm participado em conceituados festivais de música.