O Ministério Público acusou 24 indivíduos de crimes de furto qualificado, roubos qualificados, detenção de arma proibida e condução sem habilitação legal, em diversos concelhos do Minho, incluindo Famalicão. Estão acusados de mais de 26 assaltos.
Seis dos arguidos encontram-se presos preventivamente ou em obrigação de permanência na habitação.
O gangue, liderado por dois irmãos, furtava bens tão diversos como artigos de relojoaria, ouro, dinheiro, catalisadores, cobre, materiais ferrosos, ferramentas, painéis solares, tabaco, vinho e raspadinhas. Os alvos eram armazéns, estaleiros, lojas, oficinas, bombas de gasolina e residências.
Os assaltos terão ocorrido entre dezembro de 2020 e maio de 2022, data em que os arguidos foram detidos, em diversas localidades dos distritos de Braga (Barcelos, Famalicão e Guimarães), Porto (Santo Tirso, Baião, Trofa, Vila das Aves, Maia e Gondomar), Aveiro (São João da Madeira) e ainda em Faro.
De acordo com a investigação, os indivíduos estavam organizados entre si, estabeleciam contactos telefónicos e presenciais frequentes, para se agruparem e estudarem os locais a assaltar, usaram de diferentes formas de atuar, nomeadamente recorrendo a identidades fictícias, a ameaças de morte e ao uso de violência, quando confrontados com a resistência dos ofendidos.
Aquando das buscas domiciliárias, vários arguidos eram detentores de diversas armas de fogo (revólver, pistola semiautomática e pistolas transformadas) e munições.
