O Município de Famalicão apresentou esta terça-feira, dia 27 de setembro, o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, que aponta para a aplicação de três dezenas de medidas. A sessão, que decorreu na Casa das Artes, contou com representantes de escolas e instituições, juntas de freguesia, forças policiais e responsáveis municipais.
Esta sessão de apresentação do Plano foi acompanhada com tradução pela língua gestual. Aliás, o braile e a língua gestual são instrumentos de comunicação que o município de Famalicão quer tornar mais frequentes para combater a discriminação.
O Plano contém muitas outras medidas, desde campanhas de sensibilização, regulamentos, eliminação de barreiras físicas, ajudas técnicas para os cidadãos portadores de deficiência e prémios.
«Já vínhamos fazendo uma sensibilização para esta igualdade de oportunidades que tem que existir entre homens e mulheres. A única coisa a ser distinguida são as qualificações, tarefas e as funções e não o sexo ou a raça da pessoa», realça o presidente da Câmara, em declarações aos jornalistas no final da palestra de apresentação do Plano.
Além das medidas já referidas, o autarca famalicense defende o cumprimento da escolaridade obrigatória como um requisito importante para atingir a igualdade de oportunidades. «Vou estar atento a isso porque não quero que, por via da falta de escolaridade, as pessoas tenham menos oportunidades», referiu Mário Passos.
Ao nível da não discriminação, o edil quer também campanhas de sensibilização e medidas que ajudem a combater algum tipo de discriminação a nacionais ou estrangeiros. «O concelho tem que ser para todos», recordando que Famalicão conta já com cidadãos de 27 nacionalidades.
O presidente da Câmara considera que também na área da Igualdade e Não Discriminação o município de Famalicão é uma referência nacional. No entanto, apesar de reconhecer que muito já foi feito, reconhece que ainda há trabalho a fazer. «Não estamos satisfeitos porque não atingimos os 100%», por isso diz que é preciso continuar a trabalhar para melhorar. «Não entendo que avôs/avós, pais/mães, que temos filhos/filhas ou netos/netas, a quem damos a melhor educação que sabemos e podemos, e depois hajam outros que, porventura, os discriminem», frisa.
