Joaquim Barbosa Ferreira Couto, conhecido como Joaquim Couto, é licenciado em Medicina pela Universidade do Porto-S. João, trabalhou mais de sete anos no Hospital Geral de Stº António, hoje Centro Hospitalar e Universitário do Porto, e está aposentado como médico do SNS.
Entretanto, o clínico tirou um master em medicina natural pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Deste modo, formado em medicina convencional e medicina natural, conhece melhor o corpo humano e está apto a exercer a medicina que promove a saúde.
Exerce na MedRibeiro: Rua 25 de Abril – 4825-010 Santo Tirso, 910 446 777; e na Cliave: Av. 25 de Abril – 4760-101 Vila Nova de Famalicão, 252 330 860.
Nas suas palavras, Joaquim Couto dá a conhecer o que é a medicina natural: «Não é fácil abordar de modo simples a medicina natural, tratando-se apenas de uma abordagem da medicina mais no sentido de promover a saúde do que curar a doença. A medicina curativa deu um passo de gigante, sobretudo no século passado, embora as descobertas científicas anteriores tenham pressionado esses avanços, assim como a medicina de diagnóstico precoce. Já a medicina preventiva, no sentido de evitar a doença, só nas últimas décadas deu passos significativos. A razão é evidente. A medicina natural, como medicina não convencional, só foi legalizada em Portugal já depois da primeira década do século XXI! Estão assim legalizadas, para além da naturopatia, a acupuntura, a hidrologia, a homeopatia, a osteopatia, e quiroprática e o shiatsu, que de acordo com a lei devem percorrer os mesmos passos académicos da licenciatura em medicina convencional, organizando-se os seus profissionais, em tempo posterior também de acordo com a lei em vigor, em ordens profissionais».
«A medicina natural aborda assim formas de prevenir a doença, que é maioritariamente crônica e evitável. Também obviamente aborda e trata a doença crônica instalada», sublinha o clínico Joaquim Couto.
«Mas a medicina natural não se fica pela fisioterapia ou hidrologia. As recentes descobertas de investigadores como António Damásio e David Servan-Schreiber recolocaram em discussão as funções do neocórtex e a zona central do cérebro límbico como grandes responsáveis da nossa saúde física e mental. Com estas novas abordagens ganhou força a medicina tradicional chinesa que considera há milhares de anos o corpo, a mente e o espírito como uma unidade inserida no espaço e no tempo, que a filosofia taoísta aprofundou e fundamentou. Esta é uma abordagem cósmica, onde a gravidade, as fases da Lua, a noite e o dia, são influenciadores do nosso estado de saúde, e onde é possível intervir precocemente desde que nascemos», escreve Joaquim Couto.
Resumindo, «a moderna medicina ocidental permite complementar as observações sociológicas da medicina natural através da bioquímica, medicina nuclear e outras técnicas, permitindo uma simbiose sinérgica com todas as técnicas de promoção da saúde e terapias adequadas, aquando da doença instalada. Mesmo assim há um conjunto enorme de enfermidades que não cabem na medicina natural e como tal não devem ser criadas falsas expectativas à comunidade em geral. Aqui também no meio estará a virtude: saúde física e mental; alimentação racional; equilíbrio emocional».

