A construtora famalicense Gabriel Couto venceu um concurso internacional relativo a dois contratos no Gana pelo valor de 145 milhões de euros. Está em causa a melhoria da rede viária daquele país.
Uma das empreitadas, com 66 quilómetros de extensão, é relativa à estrada que liga Tarkwa a Nkwanta, passando por Agona. É a obra de maiores dimensões que terá de ser entregue no prazo máximo de três anos. Esta empreitada, orçada em 95 milhões de euros, é vital para o desenvolvimento destas três cidades, bem como para a dinamização económica do país, especialmente no que respeita à exportação de minérios.
Em simultâneo, a Gabriel Couto vai reconstruir também a estrada que liga Bechem a Akumadan, numa distância de 40 quilómetros, que deverá estar concluída em 730 dias. Este investimento de 50 milhões nesta infraestrutura é também muito relevante no desenvolvimento económico da região, marcada predominantemente pela produção agrícola. Localizada na zona central do Gana, esta área é muito rica em produção de tomate e outros produtos agrícolas que necessitam de ser escoados para zonas mais carenciadas do país.
Para a Gabriel Couto, é mais um concurso internacional que ganhou numa área do Globo onde as necessidades são muitas, mas também é muito forte a presença das grandes construtoras mundiais. «O cumprimento rigoroso de todas as alíneas dos contratos assinados e a qualidade evidenciada das obras é também uma imagem da nossa marca que vamos espalhando pelo continente africano», sustenta Tiago Couto, diretor da construtora e responsável pelos projetos internacionais e de infraestruturas.
Recorde-se que a Gabriel Couto está na Zâmbia e Moçambique, países da África Oriental, tendo concluído nos últimos anos várias empreitadas em Essuatíni, ex-Suazilândia, na África Austral. Assim, a empresa de VN Famalicão regressa à África Ocidental, depois do êxito conseguido na reconstrução de estradas no Senegal, reconstruindo agora estradas fundamentais para o desenvolvimento do Gana.
A nível interno, a Gabriel Couto entregou neste final de ano à ANA a extensão do taxiway do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Foram 30 milhões de euros de trabalhos contratados. Com a expansão de 1300 metros à via de circulação que liga a pista e a placa de estacionamento dos aviões, será possível uma maior sequência de descolagens e aterragens, acompanhadas com uma saída rápida da pista. Segundo Thierry Ligonnière, CEO da Ana – Aeroportos de Portugal, “vai incrementar substancialmente a eficiência e a capacidade do aeroporto do Porto.

