Está dado mais um passo para a construção do Terminal Ferroviário de Mercadorias de Lousado com a assinatura do contrato de urbanização pelas entidades promotoras. Em causa está a Unidade de Execução da área de Acolhimento Empresarial de Lousado, Esmeriz e Cabeçudos.
Trata-se do maior terminal ferroviário de mercadorias da Península Ibérica e será construído pela Medway, empresa líder no transporte ferroviário de mercadorias em Portugal, com um investimento de 63 milhões de euros.
O presidente da Medway, Carlos Vasconcelos, referiu que, apesar dos atrasos, «o processo vai mesmo para a frente». Confessou o seu «entusiasmo», adiantando que a construção do terminal deve arrancar no início do segundo semestre deste ano.
A nova infraestrutura poderá começar a operar no início de 2023. Com quatro linhas férreas de 750 metros, o terminal terá uma área de 220 mil metros quadrados e capacidade para 11 mil TEU (cada TEU equivale a cerca de 6,1 metros, o comprimento de um contentor-padrão de mercadorias).
«Todos percebemos a importância deste projeto para Portugal. É um investimento fundamental para o desenvolvimento económico do país e a sua implementação em Vila Nova de Famalicão, no centro de uma região que é uma verdadeira locomotiva económica nacional, é a garantia para a sua rentabilização», disse Mário Passos, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
Com a ligação ferroviária direta, através da Linha do Minho, bem como com as acessibilidades rodoviárias, através de diversas vias principais, este terminal irá potenciar a indústria exportadora local, facilitando a logística das suas mercadorias, contribuindo, desse modo, para a economia e o emprego da região.
«Ao aproximarmo-nos do local de receção das mercadorias estamos a encurtar as distâncias. Com esta obra traremos o Porto Marítimo para Famalicão», referiu Carlos Vasconcelos, na apresentação da Unidade de Execução, explicando que «este terminal irá permitir uma maior proximidade, reduzir distâncias e, claro, baixar custos».

