Localizado em Vermoim, o Palácio da Igreja Velha passa a ser Imóvel de Interesse Municipal, classificação aprovada esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal. A classificação inclui o edifício, a capela de S. Francisco de Assis e o cruzeiro do palácio, sendo que a área envolvente ficou como Zona Especial de Proteção.
«Trata-se da valorização de um património histórico, de grande relevância a nível arquitetónico», destaca o presidente da Câmara Municipal. Mário Passos acrescenta que «esta classificação é uma forma de assegurar a sua preservação».
Datado de 1881, o palácio encontra-se protegido pela Planta de Ordenamento II – Património Edificado e Arqueológico e no Anexo I do regulamento do Plano Diretor Municipal em vigor, tratando-se de um exemplar de arquitetura de brasileiros torna-viagem do século XIX, com características e escala monumental única no concelho. Foi alvo de obras de requalificação entre 2012 e 2015, pela atual proprietária, a sociedade imobiliária Vetorpredileto (Telhabel), que permitiram manter a sua qualidade arquitetónica e o bom estado de conservação. Graças a esta intervenção, o projeto, do gabinete de arquitetura Visioarq, recebeu o Prémio Internacional de Arquitetura «Architizer A+ awards» em 2017, e, em 2018, o Prémio de Reabilitação Januário Godinho.
Para além do Palácio da Igreja Velha, existem outros dois imóveis no concelho classificados como de interesse municipal: o Solar de Vila Boa, em Joane, classificado em 1977, e a Capela de São Gonçalo, na freguesia de Cavalões, classificada em 1978.

