As exportações do setor têxtil e vestuário subiram 1,6% nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período em 2019 (anterior à pandemia), ascendendo a 3,9 mil milhões de euros. Os dados foram publicados pelo INE e tratados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.
Os melhores desempenhos foram registados na categoria de produtos têxteis lar e outros artigos têxteis confecionados, que registaram um acréscimo de 129 milhões de euros face a 2019 (+27,6%), com destaque para as roupas de cama, mesa, toucador e cozinha, cujo valor exportado aumentou 24% (correspondendo a um acréscimo de 86 milhões de euros). O vestuário em malha exportou mais 113 milhões de euros, assinalando um aumento de 7% face ao mesmo período em 2019.
Inversamente, o vestuário em tecido continua a registar o pior desempenho, com uma quebra de 165 milhões de euros, ou seja, -22,2%, mostrando que ainda não conseguiu recuperar do impacto da crise pandémica.
Quanto aos melhores compradores, França e EUA continuam a registar o melhor desempenho com acréscimos de 72 milhões de euros e de 64,5 milhões de euros, respetivamente. E Espanha continua a registar a maior quebra, com -195 milhões de euros.

