Na conferência de imprensa desta terça-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que a Direção-Geral da Saúde (DGS) vai passar a divulgar se as mortes por Covid-19 são de pessoas vacinadas ou não. A informação vai passar a estar presente nos boletins periódicos sobre o estado da pandemia em Portugal.
«Tem havido uma mortalidade diária que é conhecida de todos, que ronda os 17-20 casos, que ocorre predominantemente em pessoas muito idosas e em pessoas muito doentes», explicou Graça Freitas. «Estas pessoas pertencem a três grupos diferentes: há pessoas que têm duas doses de vacina, o que não é de estranhar porque a vacina não é totalmente efetiva; depois, há pessoas que têm apenas uma dose da vacina; e há algumas pessoas que não têm nenhuma dose da vacina», acrescentou.
Graça Freitas declarou ainda que a «maior parte das pessoas [que têm morrido] tem as duas doses da vacina». No entanto, sublinhou que a estatística é «expectável para a efetividade da vacina», tendo em conta que a variante Delta, para a qual a vacina oferece uma proteção inferior, é predominante no país.
