Em resposta ao comunicado do Chega de Vila Nova de Famalicão, que considerou a recente Marcha LGBTQIAP+ como “exibicionismo” e “agenda política”, o movimento Humanamente indignou-se e fala em hipocrisia do Chega. O porta-voz da marcha, responde que «é revoltante que um partido que se diz defensor da moral e dos bons costumes venha dar lições de conduta, enquanto os seus próprios quadros estão envolvidos em escândalos de proporções chocantes».
Diogo Barros pergunta: «como pode o Chega falar em ‘agenda política’ e ‘destruição da família’ quando vários dos seus membros são acusados de crimes hediondos contra menores (…). A verdadeira agenda política do Chega parece ser a da hipocrisia e da impunidade», atirou.
O porta-voz do movimento Humanamente dirige-se em particular ao presidente da concelhia do Chega, Pedro Alves, dizendo que «deveria preocupar-se mais com o seu processo interno, do qual foi suspenso, do que com a liberdade e a igualdade que a manifestação de sábado passado promoveu».
Sobre a acusação de ter uma agenda política, o responsável do Humanamente clarifica que «a libertação LGBTqiap+ está intrinsecamente ligada à libertação de todas as pessoas oprimidas. Não podemos falar de igualdade sem abordar a crise habitacional que afeta as nossas comunidades, a precariedade laboral que nos assola, a falta de mobilidade que nos isola e a emergência climática que ameaça o nosso futuro».