Sob o mote “Visíveis em Luta! Pelo Direito a Existir e Resistir!”, saiu à rua mais uma manifestação LGBTQIAP+, organizada pelo movimento “Humanamente”. Foi a quarta marcha, com os mesmos objetivos: pelo direito à diferença e contra a precariedade e a exclusão.
A manifestação decorreu, no sábado, num percurso por algumas ruas da cidade, acompanhada pelas forças de segurança (PSP).
«As ameaças e o esgoto digital que tentaram semear o medo não nos vergaram. Saímos à rua de cabeça erguida porque as nossas vidas e a nossa dignidade não são negociáveis. Mostrámos que o orgulho e a coragem coletiva em Famalicão são infinitamente mais fortes do que o ódio de quem nos quer remeter ao silêncio e ao armário», afirmou. Diogo Barros, porta-voz do movimento “Humanamente”.
Segundo Diogo Barros, o desfile foi, também, um «manifesto político», com críticas à «direita e extrema-direita (PSD, Chega e CDS-PP)», por medidas de «retrocesso civilizacional que ataca a autodeterminação de jovens trans e impõe validações médicas humilhantes».
«Não estamos aqui para uma celebração festiva ou um mero desfile cosmético», frisou Diogo Barros. «Lutar pela dignidade LGBTQIAP+ em 2026 é também combater a exploração laboral, lutar contra a crise climática que penaliza os mais vulneráveis e acolher os migrantes que fogem da perseguição», realçou. O manifesto abordou, ainda, a crise da habitação. Disse que as medidas do município são de «cosmética» e que é preciso que os «edifícios devolutos» revertam para habitação pública; que o esforço das rendas não exceda 30% do rendimento familiar e pedem a criação de um polo de emergência habitacional. Reclamam a integração dos trabalhadores precários do município nos quadros, passes gratuitos para estudantes e desempregados, majoração do salário mínimo nacional e prolongamento da Linha B do Metro até Famalicão. No plano educativo, foi ainda exigido um fundo municipal para a cobertura total de propinas no ensino superior.