Na última Assembleia Municipal (19 de junho), o Grupo do Partido Socialista (PS) questionou o presidente da Câmara sobre os problemas de estacionamento ilegal e congestionamento de trânsito na cidade, com particular incidência nas zonas escolares e nas principais vias urbanas.
O deputado do PS António Varela sublinhou que estes problemas são persistentes, destacando que o «estacionamento abusivo em cima dos passeios é hoje recorrente em várias zonas de Famalicão, condicionando a circulação pedonal e criando dificuldades acrescidas para pessoas com mobilidade reduzida, idosos, crianças e famílias com carrinhos de bebé. Em muitos casos, os peões acabam por ser obrigados a circular pela faixa de rodagem, com evidente prejuízo para a sua segurança».
António Varela abordou o congestionamento em várias ruas centrais da cidade, em particular na zona escolar. «Nas horas de entrada e saída das escolas, a situação agrava-se, devido à insuficiência de zonas de tomada e largada de alunos e à ocupação desses espaços por estacionamento de longa duração», referiu. Este congestionamento, segundo os socialistas, tem custos como «perda de tempo, maior consumo de combustível, aumento de emissões poluentes, ruído, insegurança rodoviária e degradação da qualidade de vida urbana».
O Grupo Municipal perguntou que levantamento atualizado existe sobre os pontos críticos de estacionamento ilegal na cidade e que plano, com prazos definidos, pretende a Câmara executar, identificando medidas concretas. Famalicão, considera o PS, precisa de uma política de mobilidade urbana «mais exigente e orientada para resultados», que articule estacionamento, circulação automóvel, mobilidade escolar, segurança pedonal, fiscalização e transporte público.
O deputado do PSD, Jorge Paulo Oliveira, remeteu a origem dos problemas para o fim dos contratos de associação, impostos pelo Governo de António Costa, em 2016. «O parque escolar público não estava preparado para receber um elevado número de alunos. Na altura, o PS disse que “não havia nenhum problema, que viessem todos”. Agora dizem que não há mobilidade», criticou.