Quatro anos passaram e o poder de compra encolheu no supermercado. Em 2022, 50 euros chegavam para comprar mais de oito quilos de carne de vaca. Hoje, o mesmo valor não paga sequer quatro.
A subida dos preços do cabaz alimentar começou com a pandemia e ganhou nova força com a guerra na Ucrânia, que fez disparar os custos da energia, dos transportes e das matérias-primas. O resultado foi um aumento generalizado dos bens essenciais.
A carne de novilho para cozer é um dos casos mais expressivos. Se há quatro anos custava 5,82 euros por quilo, atualmente atinge, em média, 13,51 euros — uma subida de 132%.
Segundo a DECO PROteste, o cabaz alimentar composto por 63 produtos essenciais encareceu cerca de 35% desde 2022, ultrapassando agora os 253 euros. Entre os produtos com maiores aumentos estão a carne de novilho para cozer, os ovos e o café torrado, todos com subidas superiores a 80%.
Mais recentemente, a curgete registou a maior variação, com um aumento de 71% desde o início do ano, muito por causa das tempestades que afetaram o país.
Apesar das oscilações semanais, a tendência mantém-se: os preços continuam elevados e não há, para já, sinais claros de descida.