Em comunicado, a Iniciativa Liberal (IL) Famalicão manifesta a «sua total oposição» e «repúdio» em relação à criação do novo jornal municipal “EFE”, da autoria da Câmara Municipal de Famalicão, «que é financiado pelos contribuintes e tem como diretor o presidente Mário Passos», afirma Paulo Ricardo Lopes.
O líder da concelhia da Iniciativa Liberal defende que o «município deve focar-se em servir os cidadãos — não em financiar instrumentos de propaganda», critica.
Segundo a IL, esta iniciativa representa «um uso inadequado de recursos públicos», que diz ser de 100 mil euros ano, e um «desvio claro daquilo que deve ser a função de uma autarquia numa sociedade livre e democrática».
Em primeiro lugar, a concelhia da Iniciativa Liberal diz que uma autarquia «não deve substitui a comunicação social» local e «muitos menos criar um meio de comunicação financiado com dinheiro público que inevitavelmente condiciona a pluralidade e a independência informativa».
Sobre o financiamento, a IL lembra a desproporção de meios, porque ao contrário do “EFE”, os meios de comunicação social lutam cada vez mais com dificuldades de sustentação financeira.
A IL realça, ainda, que a Câmara Municipal tem vindo a aumentar o número de pessoas contratadas para a produção de conteúdos e comunicação. Diz que este aumento revela uma tendência preocupante: «a prioridade dada ao controlo da narrativa política em detrimento da resolução dos problemas reais do concelho». A IL insiste na redução desta despesa e numa «gestão mais transparente» dos recursos municipais.
Segundo Paulo Ricardo Lopes, «Mário Passos deve concentrar-se mais em resolver os problemas de Famalicão e menos em dominar a narrativa que passa nos jornais. Sendo que se não tiver uma boa forma de gastar estes 100 mil euros anuais, então que reduza esse valor nos impostos dos famalicenses».