Este domingo, 13 de outubro, assinala-se o 69.º aniversário da morte de Alexandrina Maria da Costa, mais conhecida como a Beata Alexandrina de Balasar, uma figura religiosa venerada por muitos fiéis em Portugal e no mundo. Nascida em 30 de março de 1904, em Balasar, Póvoa de Varzim, Alexandrina é popularmente chamada “Santinha de Balasar” e é conhecida pelo seu testemunho de fé, sofrimento e devoção à Eucaristia.
A vida de Alexandrina foi marcada por uma doença que a deixou paralisada na cama aos 19 anos, após um acidente em que tentou escapar de uma tentativa de violação. Este estado de imobilidade não a impediu de se dedicar intensamente à oração e à meditação, vivendo os últimos 13 anos da sua vida sem consumir alimentos sólidos, sustentando-se apenas pela comunhão diária, o que a Igreja Católica reconheceu como um fenômeno místico.
A sua morte, a 13 de outubro de 1955, marcou o fim de uma vida de sacrifício e de devoção profunda. Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II a 25 de abril de 2004, tornando-se um exemplo de fé e resistência espiritual para muitos crentes. O processo de canonização ainda está em andamento, e muitos fiéis acreditam na santidade desta mulher, que dedicou a sua vida ao amor a Deus e ao sacrifício pelos outros.
O Santuário Alexandrina de Balasar, erguido em sua memória, continua a ser um local de grande devoção, recebendo visitantes de todo o mundo.
A “Santinha de Balasar” permanece um símbolo de força espiritual e uma inspiração para aqueles que enfrentam grandes desafios e procuram, à semelhança de Alexandrina, encontrar na fé um caminho de paz e de entrega a Deus.