O caso que envolveu o adiamento de um jogo de futebol em Vila Nova de Famalicão devido a uma súbita ausência de agentes da PSP e militares da GNR foi recentemente arquivado. O episódio, que aconteceu em fevereiro deste ano, gerou grande atenção e controvérsia ao resultar no adiamento da partida entre o Famalicão e o Sporting por falta de policiamento.
No dia 3 de fevereiro, quase 90% dos polícias escalados para o evento apresentaram baixas médicas de forma quase simultânea, o que levou à decisão inesperada de adiar o jogo. No mesmo dia, no Porto, 40 agentes também se encontraram impossibilitados de trabalhar devido a alegadas doenças, embora o jogo entre o FC Porto e o Rio Ave tenha ocorrido sem alterações.
A reação do Governo não se fez esperar. O então ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, convocou uma reunião urgente com os comandantes da PSP e da GNR, considerando as baixas médicas como “atos de indisciplina e insubordinação”. Foram anunciados inquéritos para investigar a situação e manter a confiança pública nas forças de segurança. Barros Correia, diretor nacional da PSP na época, também iniciou uma investigação sobre os eventos em Famalicão.
No entanto, após quase seis meses, os inquéritos internos realizados pela PSP e pela GNR foram arquivados. A GNR esclareceu que todos os certificados de incapacidade temporária foram emitidos de acordo com os procedimentos médicos estabelecidos e que não houve necessidade de processos disciplinares. A PSP também confirmou que, apesar das investigações, não foi encontrada qualquer evidência de fraude nas baixas médicas.
Atualmente, apenas três inquéritos continuam em curso, conduzidos pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) em parceria com a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS), mas até agora não resultaram em punições.